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O Minho

Atividade Económica


A Região Norte do país é uma região com uma estrutura produtiva fortemente virada para a exportação, contudo baseada nos setores tradicionais, mão de obra intensivos, com baixos índices de produtividade e cuja competitividade se encontra muito dependente dos baixos custos salariais. Até aos finais da década de noventa assistiu a níveis de crescimento e convergência acentuados, contudo nos anos que se seguiram assistiu a uma estagnação no crescimento da riqueza, afetando os tradicionais baixos níveis de desemprego da região.

 

Deste modo, o nível de desenvolvimento expresso em termos de PIB per capita, revela que o Norte é, desde 2001, a região portuguesa (excetuando a Região Autónoma da Madeira) que apresenta maior disparidade face à média nacional. Sendo de realçar que, com a exceção do Grande Porto, todas a NUTIII da Região apresentam valores inferiores à média nacional.

 

No confronto com a média da União Europeia, resulta ainda mais clara a existência de trajetórias de divergência no que se refere ao PIB per capita. A generalidade das NUTS III do Norte de Portugal registou nos últimos anos, afastamentos face à média nacional e comunitária que anularam alguns ganhos que, antes disso, tinham sido alcançados.

 

Fonte: EUROSTAT

 

A divergência crescente do PIB per capita face à média comunitária resulta, naturalmente, de ritmos de crescimento económico insuficientes. A Região Norte apresenta nos últimos anos um crescimento económico negativo em termos reais. Esta tendência de perda de peso da economia da Região Norte sofreu uma ligeira inversão nos anos de 2007 e 2008, no entanto este ritmo de crescimento não foi ainda consolidado, tendo sido gravemente abalado pela crise económica mundial que despoletou em finais de 2008.

 

Considera-se pertinente realçar duas fases de comportamento distinto da economia portuguesa: até 2000 assistiu-se a uma média de crescimento económico anual de 4,2%, seguido de um acentuado abrandamento da média crescimento anual do PIB, entre 2001 e 2011, sendo de 0,3%.

 

Estas duas fases, refletindo um comportamento distinto da economia portuguesa revelam a evolução da taxa de investimento na economia, aferida pelo peso da FBCF (formação Bruta de capital fixo) no PIB, a qual em 1995 era de 23,1%, aumentando gradualmente até 2000 (ano em que atinge um máximo), atingindo 27,7%, diminuindo nos anos seguintes, atingindo em 2011 cerca de 17,9%.

 

Além do PIB, também a produtividade do trabalho sofreu decréscimos em termos reais. A produtividade na Região do Norte situa-se muito abaixo da média nacional.

 

Deste modo, a perda de competitividade do Minho reflete por um lado as dificuldades conjunturais da economia europeia e por outro lado as dificuldades estruturais inerentes à fragilidade da estrutura da atividade económica e da produtividade da região.

 

Um traço marcante a Região é a sua forte orientação exportadora. O Grande Porto, Entre Douro e Vouga e Ave são as NUTS III cuja produção mais se destina aos mercados externos. Em todo o caso, a importância relativa do Norte de Portugal enquanto região exportadora tem vindo a registar uma lenta, mas persistente, descida. As NUTS III do Norte que mais têm visto diminuir a sua quota nas exportações nacionais são o Ave, o Grande Porto, o Tâmega e o Cávado.

 

No que diz respeito à taxa de Natalidade em 2010, nas NUTS III Minho-Lima, Cávado e Ave, era de 10,64%, 11,75% e 12,04% respetivamente, ou seja, apenas o Ave superou a média nacional.

 

 

Fonte: INE

 

Em 2010 existiam em Portugal 1.144.150 empresas, menos 54.631 do que no ano anterior, sendo esta redução fortemente impulsionada pelo setor da construção, seguido das indústrias extrativas e industrias transformadoras. Pelo contrário os setores que assistiram a um aumento do número de empresas face ao ano anterior foram os setores da Eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio e Atividades de saúde humana e apoio social, que tiveram um aumento de cerca de 4,29% e 0,97%, respetivamente.

 

A Região Norte é a região que acolhe mais empresas, ou seja, cerca de 32% das empresas encontram-se nesta Região, sendo de ressalvar que excluindo o Grande Porto (144.673 empresas), o Minho é a que acolhe mais empresas (103.243 empresas).

 

No que concerne ao Pessoal ao Serviço nas empresas, em termos regionais, excetuando Lisboa, a Região Norte é aquela em que se verifica um maior número de pessoas ao serviço nas empresas, correspondendo a cerca de 33% do total do país, sendo de realçar que na Região Norte é o setor das Industrias Transformadoras aquele que tem maior peso em termos de pessoal ao serviço, conclusão igual é retirada quando efetuada a análise para o Minho.

 

 

Fonte: INE

 

Considerando a diminuição do número de empresas superior à diminuição do pessoal ao serviço das empresas verifica-se que ocorreu um ligeiro aumento da dimensão média das empresas. O Minho apresenta uma dimensão média das empresas superior à nacional e da Região Norte, tendo aumentado de 3,53 em 2009 para 3,56 em 2010.

 

 

Fonte: INE

 

 

 

 


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