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O Minho

Informação Económica


No que respeita às contas regionais (INE, Anuário Estatístico da Região Norte 2006), e tendo por referência as NUTS III do Ave, Cávado e Minho-Lima, conclui-se que, segundo dados referentes ao ano de 2004, a sub-região gera 8% do PIB nacional. Em capitação, porém, as NUTS III consideradas situam-se abaixo da média nacional (23 pontos percentuais no caso do Ave, 25 no Cávado e 37 no Minho-Lima) e mesmo da média da região Norte (3 pontos percentuais no Ave, 5 no Cávado e 20 no Minho-Lima).

 

Os números da produtividade colocam as três sub-regiões NUTS III numa situação relativa similar, com distâncias à média nacional de 26 pontos percentuais no Ave, 24 no Cávado e 31 no Minho-Lima, e à média da região Norte, de 11 pontos percentuais no Ave, 9 no Cávado e 18 no Minho-Lima.



Disparidades do PIB per capita (1995-2003) (Portugal = 100)

 

 

Fonte: INE

 

Adoptando uma perspectiva evolutiva das disparidades regionais em termos de crescimento económico, medido pelo PIB per capita, regista-se um agravamento das distâncias entre o ritmo de crescimento económico das sub-regiões do Ave e do Cávado e a evolução registada no País, podendo concluir-se por um cenário de divergência face à média nacional. No caso do Minho-Lima, as disparidades de crescimento relativamente à média nacional não se têm alterado de forma significativa nos últimos anos.

 

A esta dinâmica de crescimento económico divergente em relação ao comportamento da economia nacional junta-se um agravamento do nível de desemprego, agravamento esse que pode ser considerado como um dos grandes problemas sociais do Minho.

 

 

Taxas de desemprego por concelho (2006)

 


(INE, Anuário Estatístico da Região Norte 2006; IEFP, Estatística de Desemprego Dezembro 2006)

 

 

A situação incide de forma particular sobre o Vale do Ave e alguns concelhos do interior da região. A evolução negativa do emprego no sector dos têxteis que a região tem vindo a registar nos últimos anos parece constituir a razão principal para o aumento de desemprego. Vejam-se, por exemplo, os casos dos concelhos de Guimarães ou de Vila Nova de Famalicão, onde, no período entre 1995 e 2005, se verificaram decréscimos de 28% e 22% respectivamente no emprego naquele sector.

 

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